Peixe em Lisboa

Long time no see!

Este festival cada vez está melhor! de edição para edição, este ano têm os Irmãos Rocca, no mesmo ano que conseguiram a 3* estrela Michelin! Melhor Headliner que este é difícil contratar!

Diz que vão lá estar também uns quantos chefes ( são bastantes, alguns com muita qualidade) e o País em destaque é o Brasil! Logo logo veio o Alex Atala! Outro Headliner! Traz companhia, Bel Coelho e mais alguns representarão o país!

Gossip: Frank Bruni, o antecessor do Sam Sifton na crítica gastronómica do melhor jornal do mundo (NY Times), anda por Portugal, diz que hoje almoçou pica-pau no Pinóquio em Lx, também em pela capital já está Alexandra Forbes do excelente BoaVida, e o Peixe em Lisboa só agora começou… mais palavras para breve!

Até logo!

Published in: on Sábado, 10 Abril, 2010 at 19:57  Deixe um comentário  
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O media world tem fds?

Odeio estes fds, nada acontece na socialmedia, parece que tudo está parado, não há posts, não há foruns activos, não se passa nada!

Concluo que toda esta gente tem fds muito ocupados ou então gostam de escrever durante o trabalho para matar o tempo! Será que a maior parte de nós trabalha para a função pública? ( Tinha que bater na Função Pública, é fácil!)

Published in: on Domingo, 21 Março, 2010 at 18:45  Comments (1)  
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Lollapalooza & Food!

Cada vez mais gosto deste festival!

Se a edição passada decidiram fazer live streaming dos concertos que estavam a acontecer, este ano ainda gosto mais!

Gastronomy & Music!

Na edição 2010, além de já se falar em nomes como Arcade Fire, Strokes, Soundgarden, (Jamie Lidell espero!), este ano a organização decidiu questionar os seus clientes e saber quais os restaurates locais (Chicago) que gostariam de ter representados no recinto! Não são tascas, ou fast-food ou coisas do género, são chefes como por exemplo Graham Elliot Bowles, uma das estrelas vindas da série ‘Top Chef’, com principal ênfase na gastronomia tecno-emocional ou molecular, (é a vossa escolha!).

Este foi o principal responsável pela ideia, que surgiu num jantar para uma das bandas na edição passada!

Visitem o site, vale a pena, http://www.grahamelliot.com/

Agora imaginem o Alive!10 com uma iniciativa semelhante… um Luís Baena ou Henrique Sá Pessoa (que é mais trendy!) ao lado do Psicológico!

Se por cá tivessem alguma oferta diferenciada (e Tachadinha não é diferente!) já ficava feliz, corre um rumor que este ano irá surgir um novo projecto com ante-estreia no circuito de festivais de verão, alguém sabe qual?

E já agora se já foram a algum festival, qual o vosso stand favorito?

Eu fico-me pelo stand da ‘Carne Alentejana DOP’, aqueles hambúrgueres,  a carne é óptima etostam o pão na grelha e tudo! Coisas tão básicas e que fazem tanta diferença…

And for you Mr. Jamie Lidell!

Published in: on Domingo, 21 Março, 2010 at 07:47  Deixe um comentário  
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Festival Internacional de Chocolate – Óbidos

Por estes dias já Óbidos está mais doce! (frase-tipo do preguiçoso jornalista, fácil e sensacionalista!)

Visitei este festival na edição passada, após todo o ‘buzz’, na tv, rádio, socialmedia, sem dúvida que o trabalho de divulgação foi excelente.

No entanto o festival por si foi uma tremenda desilusão.

Visitei com amigos que pouco ligam a estas coisas da gastronomia, apenas gostam de chocolate, e até eles ficaram extremamente desiludidos, porque, a principal atracção do chocolate é, simplesmente, má. Traduzindo, provámos aproximadamente umas 7 ou 8 variações de confecções com chocolate e todas elas deixavam muito a desejar! Relembro uma espetada de fruta e chocolate quente, daquelas que se vai afogando a fruta no molho, coisa fácil e por norma com imenso sucesso, em que o básico dos básicos é, apenas,  (não refiro fruta fresca, será que ainda há quem faça com congelada?)um bom chocolate , mas nem aí isso se encontrou! O chocolate, ou melhor sucedâneo de chocolate, com um cacau de terrível qualidade, enjoativo, de mau sabor, e ainda com grãos de açúcar a sentirem-se, era, como vêem pela descrição horrível, a um preço na volta dos 5€. O mesmo tipo aplicava-se aos crepes, e mais algumas coisas nesta base… aliás, parecia que o fornecedor de mau sucedâneo de chocolate para o festival era o mesmo, apenas se diferenciando o stand da Chocolateira da vila de Óbidos, que agora me falha o nome.

Ironia ou não, a mesma loja encontra-se na vila histórica, com as suas próprias instalações, agradáveis e espaçosas, com mais diversidade e com um preço mais aliciante!

Outra coisa ridícula são muitos dos expositores presentes,parecem coisas amadoras, nada profissionais, sem o mínimo de reflexão ou senso comum muitas vezes vergonhosa e em que nada dignifica o festival, no entanto parece ,que o público não se queixa e cada vez mais o festival aumenta o número de visitantes.

Não compreendo que situações destas aconteçam num festival INTERNACIONAL  de chocolate, sinceramente não vi ali nada em matéria gastronómica, que me fizesse orgulhoso do meu país, minto, talvez o licor Ginginha de Óbidos que parece ser o ‘perfect match’ para o chocolate, mesmo quando é servido perto dos 30º….

Com um festival cada vez mais popular, a inexistência de ‘standards’ de no que toca a qualidade do chocolate, a principal atracção, assim como todos os produtos a volta do mesmo. Ali tudo parecia nivelar-se por baixo, pelo nível fácil e amador, num festival INTERNACIONAL com mais de 200 mil visitantes…

Pessimismo e crítica à parte, nem tudo é mau, gosto, obviamente, do local, gostei da animação presente, assim como os fáceis acessos e o esforço da organização por preservar um ambiente agradável, limpo e seguro. Gosto do site fácil de navegar, esteticamente agradável, e com toda a informação essencial. Gostei da tenda de esculturas em chocolate, faltava um pouco de ênfase na obra, assim como um museu, mais ênfase em cada escultura, mais destacada, mais isolada de todo o ruído visual e sonoro a nossa volta, uma optimização da tenda, e principalmente um circuito para o público, prevenindo a confusão que se instala dentro da tenda e que pouco dignifica os artesãos/artistas lá presentes.

Este ano um patrocinador de peso juntou-se ao festival, a marca francesa Valrhona, um dos pesos pesados na indústria chocolateira de qualidade, principalmente no canal Horeca. Se nesta edição a Valrhona for o fornecedor oficial e exclusivo de matéria-prima, será preciso ser muito mau para não se conseguir resultados no mínimo agradáveis, mas bem pensando, este chocolate naquela estranha sangria, tem mesmo que estar muito gelada!

Nesta edição vi um roteiro de restaurantes com menus dedicados ao Festival, com chefs convidados a apresentarem show-cooking e a cozinhar em vários restaurantes da zona, destaco João Antunes e Hernâni Hermida, não sei como correu e também ainda não vi nenhuma notícia sobre os mesmos nos media da área, alguém têm algum feedback?

Espero que a entrada de um patrocinador de peso eleve este festival a um novo patamar, a uma renovada motivação, exigência, que atraia um novo público, mantendo o antigo, que me atraia a mim novamente.

Não quero com isto que se torne em algo demasiado profissionalizado,  demasiado técnico, demasiado ecléctico, ou demasiado ‘gourmet wanna be’ (o trendy do momento), não, mas também não quero que continue a ser assim tão mau, como foi, pelo menos, na edição passada!

Ps: Por favor não dêem chocolates banais e comercias à entrada, mesmo compreendendo o patrocinador, ofereçam ‘Festival do Chocolate de Óbidos’, se é que me compreendem.

Published in: on Domingo, 14 Março, 2010 at 19:53  Deixe um comentário  
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Artigo de opinião por ‘Tiago Teles’

Este texto já vem de 2008, no entanto parece que com o passar do tempo, cada vez está mais actualizado. Entretanto ‘Tiago Teles’, crítico de vinhos e fundador do projecto ‘Nova Crítica-Vinho & Gastronomia‘, já não faz parte do mesmo, desconhecendo agora as suas andanças!

Já acompanho este projecto desde o seu nascimento, apenas como leitor e não florista, no entanto senti a falta do ‘Tiago Teles’ como parte integrante do projecto, não sei onde está, mas tenho a certeza que está a ter sucesso!

Post estranho sem dúvida, mas após ler este artigo foi isto que senti que devia escrever.


“O demasiado evidente cansa!

Autor: Tiago Teles
Data: 28 de Outubro de 2008
Tema: Opinião

O passado bem recente viveu a moda dos vinhos marcados por aromas oriundos do estágio em madeira, como carvalho, fumo, chocolate, café, tosta, baunilha, etc. Uma técnica em tempos exclusiva dos vinhos de topo, sobretudo para permitir uma micro oxigenação capaz de atenuar a adstringência dos taninos e conferir uma complexidade extra ao vinho. Na maioria dos casos, o tempo em garrafa diluía esta contribuição aromática da madeira, em parte porque estes “grandes vinhos” eram capazes de assimilar e expressar as virtudes desse estágio. Inevitavelmente, a utilização de barricas de carvalho foi generalizada à maioria dos vinhos de consumo, incluindo os mais singelos. O objectivo era simples: tentar assemelhar-se aos vinhos de topo. A presença da madeira no vinho foi tão estigmatizada que diversos países alteraram a sua legislação para permitirem a utilização de pequenos componentes de madeira deitados no vinho para adicionar, de forma mais barata, o tal aroma e sabor da moda. Desta forma, mesmo os mais modestos tiveram (e têm) a possibilidade de “cheirar” a madeira, de se parecer com os “grandes”. Foi (e ainda é) uma época onde os vinhos eram diferenciados não pelas características da casta, solo e clima, mas pela monocórdica decisão entre madeira francesa ou madeira americana. Para felicidade do consumidor, a moda da madeira começa a esvanecer-se porque tudo o que é demasiado evidente acaba por cansar. Mas em Portugal esta nova tendência para decrescer o peso da madeira ainda não acertou o passo. Se nos vinhos de topo esse decréscimo é patente, ele passou a ser mais evocado nos vinhos de volume. Outrora um apanágio dos “grandes vinhos”, a madeira passou a ser uma característica gustativa dos vinhos modestos. Fantástico…

Mas uma nova moda instala-se nos “grandes vinhos” (os modestos também lá chegarão…). Muitos dos vinhos de topo nacionais tornaram-se cansativamente triviais: aromas densos de compota de fruto, misturados na madeira, aromas sem definição, aromas sem espectro aromático, opulentos sim, mas ao estilo de um caldo: misturados e indefinidos, no limite, quase mudos. Deixámos a época da diferenciação entre vinho de madeira francesa ou madeira americana para entrar-mos na era da doçura, na era dos vinhos diferenciados pelos grau de compota de fruto vermelho ou fruto preto. Desembocámos numa era de bocas extraídas, texturas secas, acidezes extremamente brandas, doçuras excessivas. Opulentas sim, mas sem vida, sem identidade. A escala qualitativa segue a graduação da densidade quando facilmente nos apercebemos que quanto mais quente for o vinho mais ténue é a sua expressão aromática e, por consequência, mais ausente é a sua identidade. Um caminho que nos obriga a beber os nossos tintos em torno dos 14-16ºC para evitar o desencorajante excesso de doçura. Não surpreende. Um atalho que coloca em evidência uma característica cultural bem portuguesa: o excesso – é uma tentação ser excessivo na escolha dos lotes para os vinhos de topo. Pior, a grande maioria destes vinhos de topo não têm longevidade, encarnam uma estratégia de curto prazo que teima em não lançar as bases estruturais de compreensão da natureza e da nossa identidade cultural. Mais uma vez vamos a reboque de modas passadas, mais uma vez somos incapazes de inovar e mostrar a nossa cultura com autenticidade.

Mas descansem porque há um grupo de produtores portugueses capazes de elaborar vinhos simplesmente únicos, vinhos com identidade e carácter. Esses vinhos portugueses recomendam-se e estão cada vez melhores. E, seguramente, vão estar ainda melhores no futuro. Mas, mais surpreendente ainda, esses vinhos estão cada vez melhores na gama média, uma gama salva pela delimitação dos recursos humanos e financeiros na sua elaboração, poupada da exaltação de um ego no lugar de uma identidade mais terrena, governados com menos mas mais autênticos e sensatos. Estes vinhos “médios” são mais frescos, menos extraídos, mais afirmativos, inclusive mais longevos que os denominados vinhos de topo. São também mais baratos que os vinhos de topo e, surpreendentemente nos tempos modernos, são muito menos evidentes. Por isso, consumidores, não se esqueçam que o equilíbrio e o bom senso principiam eventualmente em vocês.”

Fonte: http://www.novacritica-vinho.com/artigos/evidenteCansa.php

P.s: Até deixava aqui uma foto do senhor, mas como só o conheço das letras que escreve, o mais provável era colocar aqui a foto de outro marmanjo qualquer! No entanto, se tivesse mesmo que adivinhar, colocava uma de um senhor com a barriga de apoiar o copo  e bochecha encarnada, que crítico que é crítico, tem que ser assim!

… E se ele é mesmo assim e ainda usa aquela medalha ao pescoço como os ‘parceiros confrades’ todos usam? Bad news for me…

E já agora uma vez disseram-me que essa medalha ou aquela coisa de metal que usam pendurada ao pescoço era para provarem vinhos! Fiquei um pouco duvidoso do mesmo, será isto verdade? Alguém sabe o que aquilo significa realmente?  Ou é meramente estético? Será que é tipo coroa para diferenciar um estrato social? Estava agora mesmo a imaginar-me a provar vinho numa concha daquelas… todos num círculo, tipo ‘Dança do Vinho’, com um vestido de pele de mamute e cabelo até à cintura! na cabeça não eram penas mas sim folhas de videira! E pelas folhas de videira já me levei para a mitologia grega… é melhor parar por aqui!

Será que ainda existem os homens da concha ao pescoço?

(E assim estraguei um post!)

Published in: on Domingo, 7 Março, 2010 at 18:13  Deixe um comentário  
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The Montreal High Lights Festival – II

Depois de findo, e numa apreciação ainda a ‘quente’, uma participação cheia de sucesso, foi lançada uma nota de imprensa por um grupo de pessoas ligadas à área do vinho que ainda não consegui descobrir concretamente quem são. No entanto, estou solidário com a causa, e, se foi mesmo assim como descrevem, infelizmente sinto-me um pouco envergonhado de ser Poetuguês neste momento, aliás, não de o ser, mas envergonhado por sermos geridos por quem somos. Eu sei que a esta hora devem estar a imaginar que coisa estou para aqui a falar, mas com este texto elucidar-vos-ei como nunca o fiz anteriormente! (wtf i’m writing?🙂 )

“Bom dia,

Enviamos em anexo informação sobre um caso que está a gerar grande controvérsia junto de diversos produtores de vinhos portugueses: tem a ver com a maior e mais importante acção de promoção conjugada dos Vinhos e da Gastronomia portugueses alguma vez realizada no estrangeiro, que, estranhamente, não contou com qualquer apoio do Estado português.

A acção teve lugar no Canadá, no Festival “Montréal en Lumiére” (11ª edição), que terminou este fim-de-semana e teve Portugal como país convidado. Ao todo, participaram 21 chefes portugueses e 18 produtores de vinhos.

Incrédulos, os produtores nacionais decidiram, divulgar ao máximo a sua participação nesta iniciativa, bem como denunciar o total alheamento do Estado português.

Se desejarem, podem contactar produtores presentes, nomeadamente Cristiano van Zeller, da Quinta Vale D. Maria (T. 936829277), ou Pedro Lopes Vieira, da Herdade do Esporão (T.912663347), que se assumiram como porta-vozes do grupo.
Agradecemos a maior divulgação possível. Qualquer dúvida, não hesitem em contactar-nos pelo telem. 939312449. Melhores cumprimentos,

Celeste Pereira


Nota de Imprensa
02 Mar.10

Montréal rende-se à qualidade da comida e dos vinhos portugueses

A 11ª edição do Festival “Montréal en Lumiére”, que teve Portugal como país convidado, levou ao Canadá a maior delegação de sempre de chefes e produtores de vinhos nacionais, além das fadistas Mísia e Ana Moura e da actriz e cineasta Maria de Medeiros. Foi talvez a mais importante acção de promoção da gastronomia e dos vinhos portugueses alguma vez realizada no estrangeiro, a avaliar pela enorme cobertura mediática dispensada ao evento naquele país. Mas, estranhamente, não contou com qualquer apoio do Estado português.
A representação de Portugal foi assegurada por 21 chefes de cozinha e 18 produtores de vinhos. Em concreto, estiveram presentes os chefes Fausto Airoldi, Sergio Arola, José Avillez, Luís Baena, Rita Chagas, Vítor Claro, Nuno Diniz, Marco Gomes, Joachim Koerper, Isabelle Allexandre, Albano Lourenço, António Nobre, Pedro Nunes, Rui Paula, Leonel Pereira, Paulo Pinto, Henrique Sá Pessoa, Vítor Sobral, Ljubomir Stanisic, José Júlio Vintém e Luís Américo e os produtores Quinta do Vale D. Maria, Quinta do Vallado, Quinta do Crasto, Niepoort, Duorum, Malhadinha Nova, Quinta da Chocapalha, José Maria da Fonseca, Herdade do Esporão, Dona Maria Vinhos, Herdade das Albernoas, DFJ Vinhos, Quinta do Portal, Quinta do Mouro, Aliança-Vinhos de Portugal, Luís Pato, J. Portugal Ramos e Carm – Casa Agrícola Reboredo Madeira.
Montréal é a segunda cidade do Québec, a mais importante província do Canadá e grande consumidora de vinhos de qualidade. O Festival “Montréal en Lumiére” pretende revitalizar a cidade no Inverno, oferecendo aos seus cidadãos e aos visitantes um sem número de propostas culturais e gastronómicas. O evento é tão importante que atrai anualmente cerca de 750 mil pessoas.
A decisão de escolher Portugal como país convidado na edição deste ano foi muito influenciada pelo prestígio e envolvimento do empresário Carlos Ferreira, proprietário do Ferreira Café, um dos mais conceituados restaurantes de Montréal. No início de 2009, a direcção do festival endereçou o convite a Portugal através da embaixada no Canadá, solicitando um apoio de 100 mil dólares canadianos (cerca de 70 mil euros). Foram contactados posteriormente o Ministério da Cultura, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Secretaria de Estado do Turismo, a AICEP e a Viniportugal.
Já no início de Fevereiro de 2009, ficou a saber-se que o Estado português não iria dar qualquer apoio. Umas instituições responderam negativamente, outras não responderam sequer. Quatro produtores de vinho, João Álvares Ribeiro, da Quinta do Vallado, Miguel Roquette, da Quinta do Crasto, Pedro Lopes Vieira, da Herdade do Esporão e Cristiano van Zeller, da Quinta Vale D. Maria, na altura presentes no Québec, perante a possibilidade de se perder uma excelente oportunidade de divulgação dos vinhos Portugueses e da gastronomia e cultura Portuguesa, assumiram, em conjunto com Carlos Ferreira, a tarefa de organizar um grupo mais alargado de produtores para financiar a totalidade do custo da representação Portuguesa no Festival Montréal en Lumière. Com este investimento, a organização do festival assumiu as despesas com a deslocação e a estadia dos chefes, abdicando estes de receber qualquer cachet. Os produtores suportaram todas as despesas com as deslocações próprias.
“Quando demos conta da grandeza da vergonha, decidimos que iríamos participar a expensas próprias. O Carlos Ferreira disse até que assumia sozinho a participação de Portugal, mas nós decidimos avançar com a iniciativa. Além de salvarmos a face a Portugal, não podíamos deixar de aproveitar uma oportunidade de mostrar ao mundo o alto nível qualitativo da nossa comida e dos nossos vinhos”, recorda Cristiano van Zeller, da Quinta do Vale D. Maria.
Pedro Lopes Vieira, da Herdade do Esporão, assumiu a tarefa de coordenar, da parte de Portugal, todos os produtores contactados e, em pouco tempo, foi organizada uma delegação com vinhos bem representativos do melhor que se produz em Portugal.
Cada um dos chefes cozinhou durante dois dias num restaurante da cidade, elaborando um menu específico para ser acompanhado com vinhos portugueses. Em simultâneo, a Société des Alcohols du Québec (SAQ), a entidade responsável pelo monopólio das compras de vinho naquela província canadiana, instalou um mini salão num centro comercial de Montréal durante quatro dias para provas dos vinhos representados no Festival.
A presença dos produtores nacionais serviu, assim, para colocar em evidência, junto dos conselheiros da SAQ, a qualidade dos vinhos Portugueses, abrindo novas oportunidades de negócio num mercado tão importante como é o do Canadá, um país com alto poder aquisitivo.
A participação Portuguesa foi um êxito, com as criações gastronómicas e os vinhos a geraram reacções entusiásticas. Os principais meios de comunicação do Québec dedicaram grande atenção ao evento, não poupando elogios a Portugal, que foi apresentado como “um país fabuloso, uma terra incrivelmente fértil, com uma diversidade agro-alimentar e vinícola excepcional”. “

Fonte:  http://www.novacritica-vinho.com/forum/viewtopic.php?t=9216

Published in: on Quinta-feira, 4 Março, 2010 at 01:11  Deixe um comentário  
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Monte Cascas (CascaWines) na Wine O’clock

Gosto deste projecto, gosto de quem está por trás do projecto, gosto dos vinhos projectados. Em poucas palavras Monte Cascas são dois jovens e talentosos enólogos que alugam (ou pedem emprestado!) vinhas e adegas um pouco por todo o país e engarrafam pequenas produções! Além de singular, este projecto destaca-se pela relação qualidade / preço! E se há alguma coisa que me surge na cabeça assim que penso nos vinhos dos CascaWines, é elegância e equilíbrio.

Agora li isto aqui: http://wizardapprentice.blogspot.com/2010/03/cascawines-na-wine-oclock.html

Se puderem vão! A não perder mesmo! E se nunca foram a nada do género, relaxem, possivelmente apanham alguns dos pseudo-Dioniso(s), mas passem a frente e vão falar com os enólogos ‘CascaWines’, são, literalmente, uns ‘fixes’!

Eu só tenho pena de uma coisa, de não poder ir…

Published in: on Quarta-feira, 3 Março, 2010 at 17:47  Comments (1)  
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The Montreal High Lights Festival

Para aqueles que ainda não sabem, está a decorrer um Festival em Montreal , Canadá ( e isto faz-me sempre lembrar o épico Montreaux Jazz Festival… um dia, um dia…), voltando à gastronomia, Portugal foi convidado para uma mostra da nossa gastronomia! 39 VIGP (Very Important Gastronomy People)  voaram para lá e aqui, a fantástica ‘Alexandra Forbes’ do ‘Boa Vida‘, faz o relato do jantar com o José Avillez, o chef Português com mais projecção Internacional neste momento, a checkar, aqui.

Sobre o festival, The Montreal High Lights Festival.

Published in: on Domingo, 28 Fevereiro, 2010 at 19:16  Deixe um comentário  
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Flippers Pizzeria – Orlando

When did we visit?  8 p.m., February 16th, 2010.

Why did we visit?  In hope finding some good pizza near Orlando.

What did we visit?  Flippers Pizzeria, the one that acclaims “Every pizza is hand-crafted using the finest ingredients available, then cooked to perfection in our brick ovens”.  It is what it’s written in their internet main page.

Was it true? Well, at some point, but we will talk about it later.

Flippers is a chain of pizzerias/Italian based food around Florida that seems to be successful over there which is not a hard task

Flippers - http://www.chutegerdeman.com/thegist/0609/flippers.htmlbearing in mind their competition.  If you are driving there, the mall has a lot of parking, as well exceptional accessibilities, and public transportation is also available.

The restaurant room has a nice ambient, predominance in dark–brown wood, and soft bright-yellow lightening that confers a smooth, relaxing but live ambiance at the same time – makes you feel welcome there. The chairs aren’t much comfortable, hard-wood, but O.K. for that type of restaurant. The tables are just simple tables, normal regular ones, with no specificities.

When you get into the restaurant room you don’t have a place to wait, like a bar or a greeting area – the room is quite big, so finding a free-table should be easy.  In our case, we were seated really fast and as soon as that happened, a sympathetic waiter came, gave us the menus and asked for drinks.  We request for some help with the short wine list (about 6 references) and she suggested ‘Chianti’ at $16.  We accepted the suggestion and also asked for lemonade.

The menu was quite extended, with a lot of options.  The house-specialty are brick-oven pizzas, but the menu contemplate also a few pasta dishes, brick-fired sandwiches, and some

wraps and salads – overall Italian influences.  There’s a reference to vegetarian’s options but no celiac ones, beside salads, a miss in a gluten predominant menu.  As starters we choose ‘garlic-bread’ (3.99$), and as entrees ‘Mediterranean chicken pizza’ (14.99$), skipping desserts that day.

The garlic bread it’s a simple garlic bread, a frozen-to-oven baguette of bread, cut in half, and covered with garlic butter.  It’s O.K., we’re able to feel the flavors of garlic and butter and at the table there are some powdered Parmigianino and dried herbs available to finish it.  Large quantity of bread, but for four dollars and in an Italian restaurant we expected something a little bit better.

Moving to the main dish, that comes immediately after we finished the starters, it was a really nice pizza, with a thin and crispy dough, well cooked.  The pizza was rich in fresh ingredients like peppers, basil, fresh spinach, chicken breast and a fresh tomato sauce, topped with some mozzarella and cheddar cheese, really well balanced, with the vegetables not overcooked, bringing their freshness and a right amount of cheese, not overpowering the flavors.  Good pizza.

The wine was weak-medium bodied, with no structure and lacks some freshness and tannins, and at some point it was too alcoholic and sweet.  It’s drinkable but not a good companion to the meal, which asks for a more full-bodied and tannins one, to make sure that goes well with all the fat that we ate. And finally, it’s somewhat expensive for the showed quality.

The lowest point during the meal was the tableware, in a full service restaurant the only glass items that we touch was the wine-glasses, and even those were ridiculous.  Too small, too heavy, looks like a cheap flute of champagne for red wines, and if we had asked for white wine, I’m sure that would be the same.  When the plates were left on the table they were wet, and we had to dry them ourselves with some napkins.  Disastrous.

The restrooms were really small, but clean and wheel-chair accessible.

The service was attentive and really fast, the waiters were always available (the restaurant almost empty, by the way), but they don’t seem to care with the wet plates. The check was above 45$, with tip, expensive for the kind of service presented.

Probably we’ll go back, just for the pizza or to take-away, not for a full dinner.  We liked the food and ambiance of the restaurant; after all, the service was O.K. too and probably is a really good-value at lunch, with their prix-fix menu and no alcohol.  It’s a successful company growing every day, whose treasure-key it’s oven-brick fire pizzas, which seems a really good option for delivery service, but not so successful as a restaurant based on the empty room during all the night.

With over eighty seats, during our meal just a max of twenty guests ate there, most of all families with their children.  And based on the few people on the service, and on the other hand, the crowed cuisine, the core of the business it’s not the on-location restaurant itself, but the take-away and delivery services.

Terminating with the trendy ‘green’ measures for sustainability, the restaurant doesn’t seem to practice them at all – even the tableware it’s some kind of plastic, no recycle napkins or save-energy lumps.  If there were any measures applied, we didn’t notice them.

P.s: Esta crítica foi feita pra um fim diferente, não para este blog, daí a sua diferente ‘construção’, mas já que estava feita, porque não! O senão, talvez para alguns (muito poucos imagino, é que está em Inglês.)

Published in: on Domingo, 28 Fevereiro, 2010 at 18:12  Deixe um comentário  
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Merlot & LCD

Ultimamente a provar alguns merlot, até aos 10$, nada de relevante até agora!

Relevante é LCD soundsystem no Alive!10 e eu não estar para ir ver, e este é provavelmente o último albúm, logo, provavelmente, também a última digressão, e  ainda sem data para Orlando!

P.s: James Murphy também é apreciador de bons vinhos, boa comida, boa vida, o estúdio é na própria casa, um estilo de Chatêau nos ‘California Valleys’ , interesting…

Published in: on Sábado, 27 Fevereiro, 2010 at 05:23  Deixe um comentário